Igreja Presbiteriana Paulistana
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Mensagem: Prosseguindo para o alvo

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Pregador: Dr. Alderi Souza de Matos

Filipenses 3.7-16

Introdução

  • Esta carta é tão importante porque registra a experiência cristã e o testemunho pessoal do apóstolo Paulo aos filipenses.
  • Lendo a carta, vemos que ele se convertera há muitos anos ao Senhor Jesus (não a uma religião ou ideologia), sua vida tivera muitos altos e baixos, agora estava preso por causa do evangelho, mas o seu entusiasmo não havia desaparecido ou esfriado.
  • Na prisão, possivelmente em Roma, ele recebeu a visita de um irmão de Filipos, que lhe trouxe um presente da igreja. Esse crente, Epafrodito, permaneceu com Paulo por algum tempo, deu-lhe notícias dos filipenses e adoeceu gravemente. Ao recuperar-se, Paulo o enviou de volta levando esta carta de agradecimento e exortação.
  • A igreja de Filipos ia bem, seu relacionamento com o fundador era dos mais amistosos, mas havia perigos que a ameaçavam – ensinos falsos, desentendimentos, acomodação. Paulo os desperta contando-lhes a sua experiência cristã, passada e presente: v. 7-11.
  • V. 7 – Seu encontro com Cristo na estrada de Damasco o levou a fazer umareavaliação radical de sua vida em termos de perdas e ganhos. Seus privilégios anteriores na religião de seus pais (v. 5-6) se revelaram pobres e inúteis diante da maravilhosa realidade de Cristo.
  • V. 8-9 – Agora também, no presente, o apóstolo condena toda religiosidade que procura se apresentar diante de Deus com base em méritos e privilégios. Ele rejeita a contínua tentação de depender de qualquer coisa fora de Cristo.
  • V. 9-11 – Não há nada que se compare ao conhecimento de Cristo, à comunhão e união espiritual com ele, por meio da fé. Quais são os frutos dessa união?
    1. A justificação – baseada não no esforço próprio e na observância da lei, mas na dádiva de Deus por meio de Cristo, recebida pela fé.
    2. O poder da sua ressurreição – uma força dinâmica e viva que opera na vida do cristão; o poder de Cristo, liberado por sua vitória sobre a morte e atuante na vida do crente, levantando-o da morte no pecado para a novidade de vida.
    3. A comunhão dos seus sofrimentos – Paulo representava Cristo de modo tão realista que seus sofrimentos eram vistos como uma extensão do morrer de Jesus; o cristão também se identifica com Cristo na dor e no sofrimento.
    4. A ressurreição do corpo – última etapa da obra da graça na vida do crente. Ver 3.21
  • Tendo feito essa vigorosa reafirmação de sua fé, o apóstolo olha para os dias que virão. Suas palavras nos versos 12-16 são muito oportunas no início de um novo ano, quando temos boa oportunidade para reflexão, avaliação e renovação de propósitos. Nesta seção, o apóstolo nos mostra as atitudes que devemos ter em relação ao passado e ao futuro.

1. Esquecer o que ficou para trás (v. 13)

  • Como entender essa expressão de Paulo? Em muitos aspectos, o passado é extremamente importante e nunca deve ser esquecido. O próprio apóstolo o valoriza e se reporta constantemente a ele.
  • Em primeiro lugar, Paulo pode estar se referindo às suas experiênciasanteriores no judaísmo. Nesse sentido, ele quer deixar para trás a tentação de voltar a “confiar na carne” (v. 4). Ele não quer permitir que esse passado tenha qualquer influência sobre sua conduta espiritual presente.
  • Porém, mesmo que Paulo se refira à sua vida como cristão, há um sentido em que é preciso esquecer o que passou. Ele não quer se gloriar em suas realizações; não quer usar qualquer tarefa que tenha realizado como desculpa para relaxamento no futuro.
  • O cristão não deve ficar concentrado no que fez no passado, mas ter em mente o que ainda precisa fazer. Como diz o comentarista William Barclay: “Na vida cristã não há lugar para uma pessoa ou igreja que deseja repousar sobre seus lauréis”.
2.Avançar para o que está adiante (v. 12-14)
  • Paulo já não era jovem. Seus anos de grande vigor físico e de esplêndidas realizações no ministério haviam ficado para trás. No presente havia circunstâncias difíceis a enfrentar (1.12; 2.17).
  • Mesmo assim, ele evita se entregar ao saudosismo ou à melancolia. O apóstolo está cheio de entusiasmo e expectativa quanto à sua caminhada comCristo e à continuação do seu trabalho (1.19c, 25; 2.24).
  • Para ele, o cristão é semelhante a um atleta que se esforça intensamente para alcançar o alvo – o prêmio destinado ao vencedor (ver 1Coríntios 9.25; 2Timóteo 2.5). Ele fala desse esforço em três lugares:
    1. v. 12 – prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado
    2. v. 13 – avanço para as coisas que estão diante de mim
    3. v. 14 – prossigo para o alvo, o prêmio da soberana vocação de Deus

3. Buscar a plena maturidade em Cristo (v. 12, 15)

  • Um conceito chave nessa passagem é o de “perfeição”. Parece que havia em Filipos algumas pessoas que achavam ser possível alcançar a plenitude cristã nesta vida (v. 15). Os crentes, uma vez batizados, tinham ressuscitado com Cristo para a plenitude de vida. Paulo corrige esse equívoco.
  • A perfeição de que ele fala no verso 12 parece referir-se a uma experiência definitiva que só será alcançada na ressurreição. Todavia, na presente vidanunca haverá uma perfeição final. A obra da graça santificadora é progressiva e nunca se completa neste mundo. Portanto, tudo o que existe é uma perfeição relativa e sempre haverá espaço para progredir na vida cristã.
  • A palavra grega teleios aponta para uma perfeição funcional no sentido de adequação a um determinado propósito. Significa plenamente desenvolvido,completo, amadurecido, qualificado (1Coríntios 14.20; Hebreus 5.14). É isso o que Paulo tem em mente no verso 15. Por essa maturidade cristã sempre crescente devemos lutar com todas as nossas forças.

Conclusão

No início de um novo ano, procuremos adotar as atitudes recomendadas e exemplificadas pelo apóstolo Paulo:

  1. Não nos deixemos controlar pelo passado, tanto no que tem de negativo (hábitos, atitudes, comportamentos), quanto até mesmo no que tem de positivo, não dormindo sobre os lauréis, mas lembrando que Deus nos chama para novas experiências e realizações no seu reino.
  2. Cultivemos o otimismo, a esperança e a determinação de lutar pelos alvos que o Senhor tem proposto para as nossas vidas, como indivíduos, como famílias e como igreja.
  3. Não nos conformemos com nada menos que alcançar o desenvolvimento de todo o nosso potencial humano e cristão, a plena maturidade em Cristo Jesus.